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Mato Grosso do Sul lidera em medidas de governança climática

Estado cumpre todos os critérios estabelecidos para políticas climáticas no Brasil

27/03/2026 às 10:55
Por: Redação

Mato Grosso do Sul se destaca como o único estado brasileiro a atender todos os critérios acordados para implementação da governança climática. A informação consta na segunda edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, recentemente divulgado pelo Centro Brasil no Clima (CBC). Este relatório reúne dados, indicadores e análises sobre a situação das políticas climáticas em cada estado do país.

 

O anuário detalha as atividades econômicas que impactam o meio ambiente, como as emissões de gases de efeito estufa (GEEs), e as políticas desenvolvidas para mitigar esses efeitos. As Estratégias de Mudanças Climáticas incluem planos de ação e diretrizes governamentais voltadas para a gestão climática.

 

Entre diversos aspectos, Mato Grosso do Sul destaca-se por integrar o grupo de oito estados com os melhores índices de destinação correta dos resíduos sólidos urbanos, alcançando 85% em 2024, em contraste com 44% em 2015.

 

Além disso, o estado, junto a Minas Gerais e Bahia, concluiu todas as etapas de gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), assegurando a inscrição, análise e disponibilização de recursos para o Programa de Regularização Ambiental (PRA).

 

O estado também possui instrumentos financeiros para políticas ambientais, como ICMS Verde e diversos fundos ambientais, e estima alcançar a neutralidade de carbono até 2030.

 

Avanços e Desafios

Jaime Verruck, titular da Semadesc, credita o sucesso ao governador Eduardo Riedel, que busca equilibrar desenvolvimento econômico, social e conservação ambiental. Recentemente, o estado implementou a Política Estadual de Mudanças Climáticas e criou o Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, promovendo encontros para discutir soluções climáticas.

 

Iniciativas como o alinhamento ao Plano ABC+ na agropecuária, o Inventário de Emissões de GEE e a criação de fundos específicos são exemplos das sete condições acordadas para a integração política climática no estado.

 

A secretária-executiva Ana Trevelin, durante o lançamento do Anuário em Brasília, destacou o papel do relatório em estimular gestores estaduais a reavaliar suas ações ambientais e aumentar a capacidade de enfrentamento climático.

 

Aspectos Econômicos e Sustentabilidade

Socioeconomicamente, Mato Grosso do Sul é um dos estados com menor desigualdade de renda segundo o Índice Gini. Em 2023, o estado registrou o segundo maior crescimento do PIB, com um aumento de 13,4%.

 

O estado apresentou significativa redução nas emissões de gases do efeito estufa, de 1,92 bilhões de toneladas em 2023 para 1,49 bilhões em 2024. No entanto, a agropecuária segue sendo uma atividade com alta emissão.

 

Desafios para a Sustentabilidade

Dentre os obstáculos, a vasta área de pastagens degradadas permanece um desafio. Mato Grosso do Sul possui 12,3 milhões de hectares de pastagens classificadas como de baixo ou médio vigor. A região Centro-Oeste é indicada como tendo 41,5% do potencial de áreas degradadas que podem ser convertidas para uso sustentável.

 

Verruck destacou o avanço possibilitado por políticas como o Road Map e o FCO Verde, afirmando que 5 milhões de hectares já foram incorporados ao processo produtivo e o objetivo é continuar esse crescimento.

 

O Anuário também ressalta iniciativas estratégicas como o Programa MS Carbono Neutro e Carne Carbono Neutro. O Pantanal apresentou uma redução de 58,6% no desmatamento de 2023 a 2024, demonstrando avanço na mitigação dos riscos climáticos no estado.

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