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Medidas para proteger pesca e aquicultura diante dos impactos do El Niño

Setor pesqueiro precisa de planejamento coletivo para enfrentar irregularidades climáticas provocadas pelo El Niño

22/08/2026 às 12:53
Por: Redação

A região Norte e Nordeste do Brasil enfrentam seca prolongada e temperaturas elevadas, enquanto o Sul do país registra chuvas intensas e queda nas temperaturas, reflexos do fenômeno climático El Niño, que teve início em junho e deve se estender até março de 2027.

 

Caracterizado pelo aumento da temperatura das águas superficiais no Oceano Pacífico Tropical, o El Niño altera os padrões de circulação atmosférica, provocando irregularidades nos volumes de precipitação.

 

A pesca e a aquicultura são setores particularmente afetados por essas variações no regime de chuvas, pois as mudanças influenciam diretamente as condições ambientais essenciais para essas atividades.

 

Quando a precipitação está abaixo da média, ocorre a redução dos níveis dos rios, o que compromete a navegação fluvial, a reprodução das espécies aquáticas, o fornecimento de água e dificulta o acesso das comunidades ribeirinhas. Por outro lado, volumes pluviométricos superiores ao habitual elevam o risco de enchentes, causando prejuízos às estruturas utilizadas na produção pesqueira e aquícola.

 

O Ministério da Pesca e Aquicultura destaca que o planejamento cuidadoso e a busca ativa por dados são essenciais para que profissionais do setor e municípios consigam enfrentar esses desafios. Ressalta ainda a importância do esforço conjunto entre diversos setores para uma atuação eficiente.

 

“A articulação entre pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e Defesa Civil pode facilitar o acompanhamento das ocorrências e a comunicação com as comunidades afetadas”, destaca o ministério em nota.

 

Entre as orientações para os próximos meses, o órgão recomenda:

 

- acompanhar as informações oficiais meteorológicas e hidrológicas;

 

- manter comunicação constante com outros pescadores, aquicultores, colônias, associações e cooperativas;

 

- monitorar parâmetros da água, como temperatura e oxigênio dissolvido, em tanques e represas.

 

Além disso, conhecer as características específicas de cada território é fundamental para antecipar os riscos e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios.

 

Em situações de danos a estruturas produtivas, dificuldades de acesso, alterações nos níveis dos rios, perdas na produção ou mortalidade de peixes, é imprescindível registrar a ocorrência por meio do canal oficial Fala.BR.

 

“Essas informações ajudam a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes”, acrescenta o informe do Ministério da Pesca e Aquicultura.

 

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